„O mestre Nuno de Oliveira ajudou-me a descobrir o meu lado humano, encontrou o acesso profundo à minha alma como equitador e, com isso, encontrei também uma ligação ao interior dos meus cavalos.“




Vida

Manuel Jorge Martins de Oliveira nasceu no dia 23 de Fevereiro de 1959 em Azambuja, Portugal, na Coudelaria Ortigão Costa, onde cresceu. Monta a cavalo desde os seus seis anos de idade e desde muito cedo que soube que o seu sonho era ser cavaleiro tauromáquico. Ainda assim, acabou a escola com bons resultados, na dúvida de ingressar na faculdade no curso de Veterinária.
Optando pelos toiros e cavalos, rapidamente se tornou num dos mais conhecidos cavaleiros do seu tempo, toureando em Portugal, Espanha e França. Mas não foi com reconhecimento ou sucesso que alguma vez se sentira preenchido, em tempo algum.

Os quatro anos de intensos ensinamentos com o Mestre Nuno de Oliveira, desde 1985 até à sua morte em 1989, mudaram a sua vida para sempre. Começou a crescer e a desenvolver-se interiormente, a descobrir o seu lado humano e o seu interior. E assim a sua equitação simultaneamente se desenvolveu, e a relação com os cavalos mudou.

Ao seu extraordinário talento na arte de montar a cavalo, M.J. acrescenta-lhe também um grande conhecimento acerca da natureza do cavalo. Do seu pai, Joaquim Oliveira, herdou uma aptidão natural para analisar a genética do cavalo, aptidão essa que usa desde 1981 na raça Lusitana com as éguas e garanhões Veiga e Andrade.
As linhagens dos seus cavalos provêm de conhecidos garanhões, como é o caso de Novilheiro.

Manuel Jorge de Oliveira deu por terminada a sua carreira de cavaleiro tauromáquico no dia 21 de Junho de 2013, na cidade do Cartaxo, Portugal, em frente a um público fervoroso e emocionado.
Em 44 anos de carreira pelas arenas, com muitos acidentes e inexplicáveis momentos de se perder a respiração, existiu sempre uma coisa mais importante que tudo o resto: a sua intensa relação com os cavalos.

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Os seus cavalos são caracterizados por uma mobilidade sensacional e capacidades desenvolvidas em arena, movem-se tão livremente que nos remetem à imagem de um centauro.

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